Fragmentos

Apenas um descanso

Eu estive ausente. Estive distante, sim.

Escrever é o que mais amo fazer — mas percebi que abusei tanto da escrita quanto da criação. Não por excesso de vontade, mas por excesso de permanência.

Isso me levou a uma introspecção diferente. Profunda, sim — porém mais amarga, mais pessimista.

Em algum ponto, identifiquei algo simples e difícil de admitir: eu estava cansado.

Resolvi, então, me dar um tempo. Caminhar de mãos dadas com outras distrações, respirar outros ritmos, permitir que a mente assentasse.

Em março, volto. Aos livros, aos contos, à vida de criação.

Não como fuga — mas como retorno consciente.

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